Por: Ocimar Santos
Na Rocinha a noite é reluzente
É envolvente
Seu contexto interior
Chegando o túnel
O morro cresce de repente
Como um vulcão adormecido
Em resplendor
Rocinha, os teus becos e vielas
Mostram atalhos
Pra tamanha sedução
Tantos mistérios
Que envolvem uma favela
Porque será
Que chama tanto a atenção?
Esparramada
Em forma de barracos
Pelo contorno
Do morro Dois Irmãos
Vida decente
Que vive juntando os cacos
Colheita maculada à poucos grãos
A passarela
Não é Muro de Berlin
Faixa de gaza
Não passa por aqui
Bandeira branca imaginária
Pede o fim
Da guerra urbana
Desumana a desunir
Esta cidade dentro de outra cidade
Este universo que o meu verso relatou
E que provoca tanta curiosidade
Nesta cidade abençoada
Oh criador
E se um dia quiseres conhecer
A outra face desta cidade infinda
Pasmo, irá se surpreender:
“Pois o diabo
Não é tão feio como se pinta!”



olá!!
gostaria muito de saber qual foi o ano q adriane galisteu saiu de beija flor
Comentado dia:11/12/2007 as 09:47:12