MARINA MAGGESSI CHORA AO REENCONTAR WILLIAM DA ROCINHA NO VIVA RIO | rocinha.org
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Por: Marcelo Bastos

Foto: Severino Silva / Agência O DIA
Foto: Marina Maggessi e William de Oliveira

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Cerca de 100 pessoas participaram, na manhã desta terça-feira, do café-da-manhã com William de Oliveira e Alexandre Leopoldina, da Favela da Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul, para comemorar a absolvição no processo criminal de que eram vítimas.

 

A solenidade foi na sede da ONG Viva Rio e contou com a presença de Marina Maggessi, deputada federal e investigadora licenciada da Polícia Civil. Ela foi testemunha de defesa do processo junto com ex-comandante geral da Polícia Militar do Rio, coronel Hudson de Aguiar Miranda.

 

William da Rocinha foi absolvido por decisão da 3ª Câmara Criminal do Rio, na última terça-feira, de três crimes dos quais era acusado: associação para o tráfico, colaboração e corrupção.

 

Marina Maggessi e o líder comunitário choraram ao se reencontrarem. Ela, que indiciou William com base numa escuta telefônica feita pela 16ª DP (Barra) e anexada ao inquérito sobre o tráfico na Rocinha, disse que ele sofreu muito, já que era inocente e nada foi comprovado.

 

“É preciso saber separar convivência de conivência. Todo morador de favela convive com o tráfico e não pode ser incriminado por isso. Com essa absolvição, me sinto aliviada”, disse Magessi, que atribuiu o indiciamento de William a fatores políticos, sem dar detalhes.

 

Segundo ela, nas investigações da Polinter, nada foi encontrado contra William. Mas a chefia de polícia determinou que a escuta da 16ª DP fosse incluída no inquérito. A

 

O ex-comandante da PM, coronel Hudson Aguiar, não compareceu à cerimônia, embora tenha testemunhado a favor de William.

 

Inocente na cadeia

 

O presidente da União Pró-Melhoramentos da Rocinha, Willian de Oliveira, ficou preso no Presídio Vieira Ferreira Neto, em Niterói, durante quase sete meses em 2005 acusado de tráfico e associação para o tráfico.

 

A prisão foi decretada após o depoimento de Maria Luiza Carlos, 43 anos, apelidada por maus policiais do 23º BPM (Leblon) de Madrinha. Ela tinha sido presa sob acusação de ser responsável pelo intercâmbio de informações entre PMs criminosos e traficantes da Rocinha. Madrinha contou que Willian tinha “relacionamento estreito” com o tráfico e intermediava o aluguel de radiotransmissores que eram usados por criminosos.

 

O líder comunitário teve a prisão preventiva revogada pela 36ª Vara Criminal em outubro de 2005 e desde então respondia ao processo em liberdade.


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