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Terça, 24 de Outubro de 2017
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Monteiro Lobato: Borboletinha lança seu enredo para 2012
No ano que Monteiro Lobato completaria 13 décadas, a Borboleta Encantada vai homenageá-lo através de sua maior obra, O Sítio do Pica-pau amarelo. Com muita magia e alegria, a criançada vai brincar com todos os personagens desse sítio
Monteiro Lobato: Borboletinha lança seu enredo para 2012Era uma vez, uma extensa floresta, lar de muitos seres e animais místicos. Lá, também, era casa de uma borboletinha muito sapeca que vivia passando os seus dias à procura de aventuras inesquecíveis. Um belo dia, em uma de suas buscas, ela encontrou uma árvore diferente de todas que já havia visto, com uma fenda em seu casco que radiava uma luz brilhante. Criaturas estranhas estavam em volta da árvore, como se protegessem algo importante; ela percebeu que se tratava de guardiões elementais, eles zelavam um portal misterioso.

A borboletinha ficou muito curiosa para saber o que existia do outro lado do portal, por isso esperou os guardiões se distraírem para atravessar e descobrir por que esta passagem era tão protegida. Ao cruzar a fenda luminosa, ela se deparou com uma nuvem de pó tão brilhante que a deixou ver nada a sua frente. Por alguns instantes, ela só conseguia ouvir um canto de um pássaro, que a guiava para fora da nuvem. De repente, ela ouviu: “Olá forasteiro, seja bem-vindo”, ainda sem enxergar, ela respondeu: “Onde estou?”, e a voz, que se aproximava cada vez mais, continuou: “você está num mundo além da imaginação, onde tudo é possível de acontecer”.

As imagens estavam ficando mais claras, e a borboletinha começou a vislumbrar o que estava diante de seus olhos, uma paisagem perfeita, com árvores enormes e bem verdes, rios cristalinos e o ar bem puro, algo realmente fascinante. Maravilhada, ela fala em voz alta: “Eu estou sonhando?”, ao seu lado surge uma ave pequenina de cor amarela e diz: “Não, você está bem acordada, está na Terra das Fábulas”. A borboletinha sem acreditar perguntou: “Como vim parar aqui?”, Eu entrei na fresta de uma árvore, não sabia que ela era tão grande por dentro!”, com um sorriso no rosto a pequena ave respondeu,”Você deve ter atravessado uma nuvem de pó de pirlimpimpim, que te transportou direto para cá”. Ainda na companhia da ave, a borboletinha avista, ao longe, uma casa bem colorida, com alguns animais em volta, e uma senhora fofinha de cabelos bem branquinhos, sentada em uma cadeira de balanço na varanda, seu nome era Dona Benta, a proprietária das terras. No mesmo instante, a ave complementou: ”Bem-vindo ao meu sítio”. De dentro da casa, aos berros e gargalhadas, um menino esperto e uma menina meiga, netos de Dona Benta, conhecidos como Pedrinho e Narizinho, correram para o quintal e avistaram a ave e a borboletinha se aproximando. Eles gritaram” Corre, Emília, o Pica-Pau Amarelo voltou e trouxe um amigo”. No fundo do quintal, uma bonequinha de pano bem colorida e muito levada disse: ”Já vou! Vem, Visconde”, um sabugo de milho falante e muito inteligente, se prontificou a seguir a bonequinha.

Chegando a frente da casa, a borboletinha e seu novo amigo foram recebidos por Dona Benta, Pedrinho, Narizinho, Emília e Visconde de Sabugosa, que os convidaram para tomar um café com eles, um lanchinho irresistível, pois era feito por tia Nastácia, a empregada da casa. Ela é especialista em fazer doces, bolos e biscoitos. Ao entrar na casa, todos buscaram um lugar à mesa, que já estava ocupada pelo Marquês de Rabicó, um porquinho muito comilão, Quindim, um doce de rinoceronte, Conselheiro, um burro falante que dava vários conselhos para todos e tio Barnabé, o ajudante de Dona Benta nos afazeres do sítio.

Todos conversaram, riram e se divertiram muito, foi uma tarde muito gostosa. A borboletinha estava encantada com tudo que ouvira de todos, as histórias e as travessuras que Emília e companhia se metiam. Por outro lado, assustou-se muito ao saber do lado dos seres brincalhões, como o Saci Pererê, um jovem de uma perna só que sempre aprontava, e os seres malvados que viviam naquelas terras. Como a Cuca, uma bruxa com corpo de jacaré que estava sempre armando para o pessoal do sítio.

“Estou muito feliz, acho que encontrei o que procurava” disse a borboletinha, “E o que você procurava?”, perguntou Dona Benta. “Eu estava em busca de um lugar onde eu pudesse viver grandes aventuras e que elas fossem contadas por muitas pessoas um dia, e que, assim, pudessem sentir a mesma energia e magia dos contos.


(Dedicado à memória da diretora e amiga Aline Domingues, que acreditou e apoiou este projeto. Muito obrigado.)

           

Texto e Arte: Ricardo Neves | Revisão: Gabriela Matos



Fonte: Departamento de Divulgação | Ocimar Santos
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