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Clichês cariocas são revistos no olhar de diretor americano
Favela Tours: não é preciso muita imaginação para entender que vários moradores da Rocinha acham aquilo de um insulto profundo, porque é uma sensação de ser animal em um zoológico
Clichês cariocas são revistos no olhar de diretor americano

Jonathan Nossiter no seu apartamento em Ipanema. Foto: Carol Almeida / Terra

No meio do caminho entre a praia de Ipanema e a Lagoa Rodrigo de Freitas, há um estúdio de trabalho cujo corredor começa com grandes cartazes de cinema e termina em uma parede ilustrada por vários desenhos, assinados por duas artistas chamadas Miranda e Capitu. São esses os nomes das irmãs gêmeas de 5 anos de idade, filhas e ídolos maiores de Jonathan Nossiter, diretor de cinema que nasceu nos Estados Unidos, morou boa parte de sua vida em Paris e agora é residente da cidade do Rio de Janeiro, com título de eleitor e tudo mais.

Em uma conversa sobre seu mais novo filme, Rio, Sex, Comedy, Nossiter, cujo último longa-metragem foi o premiado documentário Mondovino, falou com exclusividade ao Terra sobre suas escolhas pessoais, a cidade do Rio de Janeiro, o olhar estrangeiro, a opção de se filmar durante longos cinco meses e os personagens desse filme que, segundo ele, pretende ser uma "comédia subversiva".


Filmado em um curioso e atípico esquema de cooperativa, em que mais de uma dezena de pessoas são co-proprietárias do filme, incluindo aí parte do elenco, Rio, Sex, Comedy tem sua première no Festival do Rio nesta sexta-feira (1) e traz uma trama que cruza três histórias distintas que se passam no Rio de Janeiro. Histórias guiadas pelos personagens de Bill Pulman, no papel de um embaixador americano, Charlotte Rampling, como uma cirurgiã plástica inglesa, e Irene Jacob, vivendo uma antropóloga francesa. Todos esses atores estarão no Rio para a première do filme.

Veja abaixo trecho em que o diretor fala do ex-presidente da Casa de Cultura da Rocinha, Soca Fagundes (foto). Clique no link e veja a entrevista completa de Carol Almeida, direto do Terra

...O Soca Fagundes, que é um cara incrível e trabalha com várias mídias, é totalmente engajado politicamente dentro da Rocinha e por isso ele lida muito com o olhar do estrangeiro. Ele foi nosso guia e terminou virando personagem no filme. Porque a visão dele, de como o mal entendido fica, é uma coisa única...

(VEJA A ENTREVISTA)



Fonte: Carol Almeida / Foto (Soca): Ocimar Santos
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