Arquivo da Categoria ‘CONVERSA AFIADA’

BATIDA POLICIAL NA ROCINHA NOS ANOS 80

sexta-feira, 7 de maio de 2010

O tempo do trezoitão, do camburão Veraneio e de batidas policiais intensas na Rocinha. Partes dessa filmagem, embora digam que é na Rocinha, não é. Que escadarias são essas? Que lugares diferentes são esses? Rua de paralelepípedo? Tudo bem que são 22 anos passados, mas quem conhece o morro, conhece. Agora, a parte em que carregam o corpo do Buzunga e que colocam algumas pessoas na caçapa, é a entrada da (mais…)

UPMMR – UMA “CADEIRA PRA LÁ DE INDIGESTA…”

terça-feira, 16 de março de 2010

A União Pró-Melhoramentos dos Moradores da Rocinha (UPMMR), principal associação de moradores do bairro, tem uma história de lutas e conflitos, alguns dissabores, e muitas conquistas, em seus quase 50 anos de existência.

Fundada em 21 de agosto de 1961, a UPMMR teve a sua primeira sede na Rua Um e chegou a ser desativada durante o regime militar, ficando cerca de uma década sem atuação – período em que o movimento político comunitário praticamente inexistiu. Até que no final dos anos 70, com o passar dos “Anos de Chumbo”, a política comunitária efervesceu na maior favela. Duas correntes políticas, duas associações que se diziam legítimas e donas da mesma sigla: UPMMR. De um lado, o “justiceiro” Zé do Queijo (foto dir.), apoiado pelos nordestinos e por uma Cachôpa que crescia sob seus domínios. Do outro lado, surgia a professora Maria Helena (foto esq.), corajosa, líder de um grupo de jovens mulheres e apoiada por grande parte do Bairro Barcellos, parte baixa da favela. Num pleito que mobilizou mais de 5 mil eleitores, sob a intervenção da Secretaria de Justiça e forte apelo na mídia, por margem apertada, venceram as mulheres guerreiras. A história passaria a mudar á partir dali.
Em setembro de 1987, um tiro calou a voz da professora Maria Helena. Pouco tempo depois foi a vez de José Inácio de Assis, o Zé do Queijo. Os dois assassinatos e suas circunstâncias jamais (mais…)

E AÍ? QUAL O TIPO DE TURISMO QUE QUEREMOS?!

sábado, 13 de março de 2010

DATA DA POSTAGEM ORIGINAL: 30/09/2009

“FAVELA TOUR – OTÁVIO MESQUITA PASSEIA NA ROCINHA”

O apresentador Otávio Mesquita adentrou a maior comunidade das Américas á bordo do Jeep-Tour, e como qualquer turista, fez várias perguntas, se impressionou, e ouviu curiosidades sobre o lugar. Otávio, um comunicador estilo brincalhão, visitou os (mais…)

‘UM SIMPLES GATO ME FEZ DESCOBRIR QUE SOU MULHER DE BANDIDO’

domingo, 28 de fevereiro de 2010

'Aristogatos é uma incrível síntese da relação humana com o bichano'

'Aristogatos é uma incrível síntese da relação humana com o bichano'

Aristogatos – Martha Medeiros

“Nunca imaginei ter um bicho de estimação por uma questão de ordem prática: moro em apartamento, sempre morei. E se morasse em casa, escolheria um cachorro. Logo, logo nunca considerei a hipótese de ter um gato, fosse no térreo ou no décimo andar. Quando me falavam em gato, eu recorria a todos os clichês pra encerrar o assunto: gato é um animal frio, não interage, a troco de quê ter um enfeite de quatro patas circulando pela casa?
Hoje, dona apaixonada de um gato de cinco meses (e morando no décimo andar), já considero responder a essa pergunta pegando emprestada a frase de um tal Wesley Beates:”Não há necessidade de esculturas numa casa onde vive um gato”. Boa Wesley, seja você quem for. Gato é a manifestação bíblica da elegância, é uma obra da arte em movimento. E se levarmos em consideração que a elegância anda perdendo de dez a zero para a vulgaridade, está aí um bom motivo para ter um bichano aninhado entre as almofadas.
Só que encasquetei de buscar argumentos ainda mais conclusivos. Por que afinal, eu me encantei de tal modo pelo bichano? Comecei a ler outras frases irônicas e aparentemente pouco elogiosas. Mark Twain disse que (mais…)