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Temendo tiroteio, vans vão parar na Rocinha no domingo 13
Segundo motoristas, vias também serão interditadas no entorno da favela. Comunidade será ocupada durante madrugada para instalação de Unidade de Polícia Pacificadora (UPP)
 Temendo tiroteio, vans vão parar na Rocinha no domingo 13

Crianças acenam de dentro de van para policial na entrada da Rocinha. Foto: Extra Online

Na expectativa pela ocupação da Favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio, motoristas de vans que atuam no entorno da comunidade afirmaram, na noite deste sábado (12), que não vão trabalhar no domingo (13), durante a operação. Segundo Roberto Paiva, de 31 anos, que atua na região há mais de 2 anos, a medida é por questão de segurança. De acordo com os motoristas, mais de 50 mil pessoas usam o serviço por dia na comunidade.

“Ninguém é doido de sair de casa com o tiro comendo solto. Tomara que não tenha nada grave, mas não podemos nos arriscar. Ninguém vai descer o morro para pegar o transporte aqui embaixo. Vamos trabalhar até as 2h e depois vamos ficar em casa, acompanhando tudo pela televisão, em segurança”, disse Roberto.

Na sexta-feira (11), a Secretaria estadual de Segurança Pública confirmou a ocupação para a madrugada de domingo. A operação vai contar com 194 fuzileiros navais e 18 blindados, além de homens da polícias Militar, Civil e Federal. Durante este sábado, policiais do Batalhão de Choque continuaram reforçando o patrulhamento no entorno da comunidade.

Além do medo de confrontos, os motoristas de vans disseram que também não vao trabalhar por causa das interdições que serão realizadas perto da comunidade já na madrugada de domingo. A Polícia Militar informou que nem mesmo moradores das ruas e avenidas fechadas poderão passar durante a ocupação.

Para o motorista Jorge Almeida, de 46 anos, a ocupação vai trazer melhorias para a comunidade não só na questão de segurança, mas também na geração de novos empregos: “Novas empresas vão passar a olhar pra gente não mais com medo. Essa ocupação é boa e necessária para os moradores”, disse ele, que veio do Ceará para trabalhar no Rio.

Acostumada a usar o serviço de transporte alternativo há mais de 5 anos, a cabelereira Mônica Sampaio da Cruz, de 42 anos, disse que teve que fechar o salão mais cedo neste sábado com medo de perder a van para o Leme, também na Zona Sul.

Blindados viram atração

Os blindados cedidos pela Marinha para apoiar a operação Choque de Paz, de ocupação da Favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio de Janeiro, foram estacionados no Leblon, também na Zona Zul, na noite deste sábado (12). Muitos moradores ficaram curiosos e passaram ao lado dos carros. Vários tiravam fotos. A polícia deve iniciar a ação na madrugada de domingo (13).



Fonte: Rodrigo Vianna
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