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Segunda, 3 de Agosto de 2020
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Um fantasma conhecido: Chuvas causam transtorno na Rocinha
Trecho da Estrada da Gávea, proximo ao novo hospital, cede e prejudica trânsito na comunidade
   Um fantasma conhecido: Chuvas causam transtorno na Rocinha
O trânsito ficou tumultuado próximo a Curva do Esse. Foto: Marcos Barros


Uma parte da Estrada da Gávea, bem em frente ao prédio do Valdemar do Gás cedeu nesta quarta feira, 17/03, por volta de 21hs. O incidente que ocorreu próximo a recém inaugurada UPA (Unidade de Pronto Atendimento) 24hs, provocou um reboliço no já complicado trânsito da Estrada da Gávea.

A chuva intensa retirou o cascalho de uma obra do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e penetrou embaixo do asfalto provocando a erosão. Nesta quinta-feira de manhã um trator já trabalhava no local para fazer os reparos em caráter emergencial. Com demarcações e controladores de trânsito, todo o entorno da curva está funcionando a meia pista.



Fortes chuvas e temporais ja causaram muitos transtornos e tragédias no morro

De acordo com o site FavelaDaRocinha.Com, não é a primeira vez que as obras do PAC e a chuva causam transtornos na comunidade. Na região conhecida como Valão, um equipamento deixado pelos operários impediu que a água escoasse e alguns comércios foram invadidos pela força da enxurrada.

Esse ano, na última tempestade que assolou a cidade do Rio de Janeiro, inundando ruas e lojas e causando mortes, um carro chegou a ser arrastado pela Estrada da Gávea, e segundo funcionários de um lava rápido, "Iria parar no Largo da Macumba como uma latinha" se não fosse a intervenção deles, com o auxílio de tocos e pedregulhos, e até uma corda.

O maior fantasma para os moradores, principalmente para os antigos, são os desabamentos provocados pelas enchentes e enxurradas. Na devastadora enchente de 1966, o campo do Esperança Futebol Clube, na Rocinha, foi desativado pelo então presidente da Associação de Moradores, sr Ismael, para construir novas casas para os desabrigados da chuva. A garagem da TAU na Rua Quatro, antiga SOREG, também desativada para construção dos apartamentos do PAC, serviu para enfileirar os corpos das vítimas da tempestade. Segundo relatos da época, foi um castigo pela retirada do feriado de São Sebastião do calendário oficial.

Que Deus nos proteja da força abissal da natureza, mas, que façamos a nossa parte também, evitando construir em locais de alto risco, não jogando lixo em locais impróprios e evitando ficar próximo as encostas. Que a Rocinha nunca mais assista uma cena como essa abaixo. O ano de 1996, ficou marcado por essa tragédia, e a escola de samba que foi vice-campeã, ascendendo pela primeira vez ao grupo especial, desfilou de luto.

 


Fonte: Da Redação Rocinha.org com informações do site FavelaDaRocinha.Com / Triste. Uma criança que morreu em virtude das enchentes de 1996 na Rocinha, é colocada no rabecão. Esta na porta da AMABB é Maria Luíza Carlos, a Luíza, presidente da Associação de Moradores do Bairro Barcellos na época. A foto fatídica, é de Deo Pessoa (hoje presidente do Acadêmicos da Rocinha). Déo era fotógrafo colaborador do Jornal Cultural Arte Astral da Rocinha, dirigido por Ocimar Santos (Foto: arquivo Jornal Arte Astral)
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