Canal Comunitário
Domingo, 22 de Outubro de 2017
Ouvir Radio
busca
Buscar
Enviar este texto para um amigo          Imprimir este texto            Confira mais notícias relacionadas                         Mude o tamanho do texto Fonte 12 Fonte 14 Fonte 16
População da Rocinha cresce quase três vezes mais do que o município do Rio
3,5 MILHÕES DE CASAS SEM BANHEIRO
População da Rocinha cresce quase três vezes mais do que o município do Rio Brasil tem 3,5 milhões de casas sem banheiro; número é quase o mesmo para as residências com três toaletes
RIO - Enquanto as discussões se concentram no acesso à rede de coleta de esgoto - que chega a apenas 55,5% dos lares brasileiros - uma parcela significativa desses domicílios sequer tem banheiro em casa para ser ligado a ela. São 3.562.671 domicílios sem banheiro no país, o que representa 6,2% das casas, de acordo com os números do Censo 2010, divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE.

- PRECOCE : Brasil tem mais de 130 mil casas chefiadas por crianças

- SALTO POPULACIONAL :
População da Rocinha cresce quase três vezes mais do que o município do Rio
RIO - No ranking das Regiões Administrativas (RA) do Rio, a Barra da Tijuca mantém a posição de liderança, com 72,54% de aumento na sua população entre 2000 e 2010, o que corresponde a nove vezes o crescimento no município (7,9%) . Mas chama a atenção o segundo lugar ocupado pela RA da Rocinha que, segundo o IBGE, passou de 56.338 para 69.356 habitantes: um aumento de 23,11% no número de moradores da favela. Para o economista Sérgio Besserman, ex-presidente do IBGE e do Instituto Pereira Passos, a principal razão do crescimento da Rocinha e da Barra da Tijuca é a mesma:

- A habitação acompanha a dinâmica econômica de renda e emprego, que caminha na direção da Barra e da Zona Oeste. As oportunidades estão na Barra e na Zona Sul. Quem mora na Rocinha está perto da Barra e da Zona Sul. - diz Besserman - A Rocinha teve crescimento vertical muito grande de 2000 a 2010.

A RA da Maré, que concentra 16 favelas, também teve um aumento populacional alto: de 14%, quase o dobro do medido no município. A população das RAs do Complexo do Alemão e do Jacarezinho também cresceu: 6,33% e 3,79%, respectivamente. De acordo com o IBGE, entre as RAs de favelas apenas a Cidade de Deus perdeu população, entre 2000 e 2010: 3,95%, passando de 38.016 para 36.515 moradores.

Líderes comunitários da Rocinha, da Maré e da Cidade de Deus garantem, no entanto, que a população dessas favelas é ainda maior:

- A Cidade de Deus tinha 36 mil moradores quando foi fundada há 43 anos. A Cidade de Deus tem entre 120 mil e 150 mil moradores. Aqui tem casas de até três andares - afirma o presidente da Associação de Moradores da Cidade de Deus, Alexandre Lima.

O número fica ainda mais impressionante ao se constatar que 3.050.945 casas têm três banheiros, revelando pelo número de sanitários, a desigualdade que assola o país. Já no topo da pirâmide sanitária estão os 1,2 milhão de casas com quatro banheiros ou mais. A grande maioria das casas tem um banheiro. São 67,14% nessas condições. E situação já foi pior. Em 2000, quando houve o último censo, eram 7,5 milhões de domicílios sem banheiro.

Para o engenheiro sanitarista Léo Heller, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), essa queda de 52% é significativa.

- Reflete a melhoria de renda da população e as políticas habitacionais.

A grande maioria dos sem-banheiro está no Nordeste: são 63,3% dos lares nessas condições, com 2.257.051 domicílios. Por estado, Maranhão assume a liderança do ranking, com 587.657 lares sem banheiro. A menor proporção é no Sul, com 2,4% dos lares.

Brasil tem mais de 130 mil casas chefiadas por crianças, diz Censo 2010 - 29/04/2011 às 13h40m; Cássio Bruno e Bruno Góes

RIO - Cerca de 60% dos domicílios brasileiros têm renda domiciliar per capita de até 1 salário mínimo. Até 2 salários, a proporção sobe para 82,4%. No Nordeste, a situação é mais grave: são 80,3% dos lares com ganhos de até um salário mínimo per capita. Há ainda um registro alarmante: 132 mil domicílios brasileiros são chefiados por crianças de 10 a 14 anos. Os dados preliminares fazem parte do Censo 2010 divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes, esse número de lares chefiados por crianças pode parecer insignificante comparado ao universo de casas em todo o país, porém, mostra que o trabalho infantil é uma das mazelas existente Brasil afora.

" O IBGE revela: a presença de trabalho infantil na sociedade brasileira. É mais uma evidência da existência do trabalho infantil e que em muitas famílias é a principal fonte de renda "

- Proporcionalmente aos 57 milhões de domicílios, esse número (132 mil) não é muito expressivo. Entretanto, reflete outra realidade no país que o IBGE revela: a presença de trabalho infantil na sociedade brasileira. É mais uma evidência da existência do trabalho infantil e que em muitas famílias é a principal fonte de renda.

Quase metade dos domicílios brasileiros ainda não tem acesso à rede de esgoto: 55,45% têm o serviço. Em 2000, 47,3% tinham acesso e, em 1991, 35,5%. Portanto: de 1991 a 2000, aumento de 12,5 pontos percentuais; de 2000 para 2010, 7,7 pontos percentuais. Os números das regiões mostram a desigualdade latente no Brasil. Enquanto no Sudeste, essa proporção atinge 81% dos lares, no Norte, não chega a 13,9%. No Nordeste também fica muito aquém da média nacional: 33,9%. Para especialistas, o padrão alcançado era o esperado, diante do ritmo de investimentos, e o Brasil só deve conseguir oferecer saneamento universal em 2070. O país não cumprirá a meta do milênio para o setor.

Já a taxa de analfabetismo é de 9,7% entre brasileiros com mais de 15 anos. Para especialistas, o avanço foi pequeno, de quatro pontos percentuais

Brasil tem mais idosos do que crianças de até 4 anos

O Brasil alcançou a marca de 190.755.799 habitantes. O país cresceu quase 20 vezes desde o primeiro recenseamento, realizado em 1872. O maior pico foi constatado entre as décadas de 50 e 60 do século passado, quando o crescimento populacional chegou a quase 3% ao ano. Entre as de 2000 e 2010, no entanto, a média foi a mais baixa desde a criação do Censo - apenas 1,17%. Se o ritmo de crescimento permanecer ao longo dos anos, o Brasil duplicará a sua população em 60 anos. Ou seja, em 2070, o país terá 380 milhões de habitantes. No entanto, para o presidente do IBGE, esse dado não leva em conta a evolução das taxas de fecundiade e mortalidade.

- Acredito que o país deva ter, em 60 anos, no máximo 250 milhões de habitantes - disse.

De acordo com dados da pesquisa, a população está mais velha. o Brasil tem 13,7 milhões de crianças até 4 anos e mais de 14 milhões de pessoas acima de 65 anos.

O IBGE verificou que as regiões do país não cresceram de maneira uniforme: Norte e Centro-Oeste foram as que mais aumentaram suas populações (2,09% e 1,91%, respectivamente) , em grande parte pelo fator migratório. As regiões Sudeste e Nordeste apresentaram taxas semelhantes, de pouco mais de 1,0% ao ano. A Região Sul foi a que menos cresceu (0,87%), puxada pelo Rio Grande do Sul (apenas 0,49%).

No último período intercensitário, em termos absolutos, a Região Sudeste foi responsável pelo maior incremento populacional, já que possui o maior número de habitantes do país: A região proporcionou 37,9% do crescimento total do país. Porém, entre 1990 e 2000, respondia por 42,1%.

As dez unidades federativas que mais cresceram entre 2000 e 2010 são da Região Norte e Centro-Oeste. O Amapá lidera o ranking (3,45%), seguido de Roraima (3,34%), Acre (2,78%), Distrito Federal (2,28%), Amazonas (2,16%), Pará (2,04%), Mato Grosso (1,94%), Goiás (1,84%), Tocantins (1,80%) e Mato Grosso do Sul (1,66%).

As seis cidades mais populosas do Brasil são: São Paulo (11.253.503 de habitantes), Rio de Janeiro (6.320.446), Salvador (2.675.656), Brasília (2.570.160), Fortaleza (2.452.185) e Belo Horizonte (2.375.151). Entretanto, em 2000, a lista era diferente: Brasília era a sexta colocada, Fortaleza a quinta e Belo Horizonte a quarta. As demais cidades estavam na mesma posição de hoje.

Nas capitais, a maior diferença entre as taxas de crescimento foi observada no Tocantins, onde Palmas apresentou uma taxa de 5,21%.

Na rede elétrica, o pulo do gato

Pela primeira vez o IBGE conseguiu medir as ligações irregulares de luz no Brasil. São 550.612 lares que têm luz, mas não estão ligado a uma companhia distribuidora. Ainda temos 728.512 domicílios sem luz, nem de gato. A Light diz que as ligações irregulares representam a produção de uma Angra 1 por um ano.

População amarela cresce quase três vezes em dez anos

A população amarela registrou aumento de 761.583 em 2000 para 2.084.288 em 2010. A população indígena também cresceu, de 734.127 em 2000 para 817.963 em 2010. Outro ponto que chama atenção é a redução da categoria sem declaração, ou seja, mais pessoas estão declarando sua cor ao IBGE: essa categoria foi de 1.206.675 em 2000 para 6.608 em 2010.

Fonte: Clipping - Imprensa / 29/04 às 10h02 Selma Schmidt / O GLOBO, 29/04/2011, Cássia Almeida
Enviar este texto para um amigo          Imprimir este texto            Confira mais notícias relacionadas                        
Faça seus comentários a respeito deste texto
Dê sua opinião
Não há Comentários publicados.

O mais autêntico Blog da Rocinha. Matérias dos tempos antigos e posts do primeiro site www.rocinha.org estão na área de Blog

© Copyright 2007-2015  ® Todos os direitos reservados