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Mídias comunitárias mostram outra face da Rocinha
Rocinha.org vai participar do 7º Muticom de 17 a 22 de julho de 2011
Mídias comunitárias mostram outra face da RocinhaNo 7º Mutirão Brasileiro de Comunicação, os participantes poderão acompanhar o dia-a-dia de diversos veículos de comunicação do Rio de Janeiro nas oficinas-visita. Além de locais conhecidos como o Projac (Centro de Produção da TV Globo), as visitas incluem instituições dentro de 4 comunidades cariocas, entre elas a Favela da Rocinha. O participante poderá escolher entre os dias 19, 20, 21 e 22 de julho para conhecer a comunidade, que tem mais de cem mil habitantes e diversas iniciativas de comunicação. Além da visita à quadra da Escola de Samba Acadêmicos da Rocinha, o roteiro inclui uma apresentação dos portais www.rocinha.org e www.faveladarocinha.com e do Projeto Unicom da PUC-Rio.

Marcello Bigatello, organizador das oficinas-visita, vê no evento uma oportunidade para os participantes notarem que, com determinação e empenho, é possível desenvolver um trabalho de qualidade. "É justamente mostrar para quem não conhece, quem vem de fora do Rio, e que acha que uma favela não tem condições de ter um projeto de comunicação, que com vontade e planejamento, você consegue fazer", explica o produtor.

O ROCINHA.ORG, conhecido como "portal oficial" da comunidade, iniciou as suas atividades em agosto de 2007 como uma Organização Não-Governamental, com o objetivo de ser uma fonte de informações para os moradores. De acordo com Ocimar Santos, responsável pelo site e morador da Rocinha há 44 anos, eles lutam para divulgar as coisas boas da favela e a diversidade cultural do lugar:

– Na internet, toda vez que a gente pesquisava "Rocinha", só encontrava assuntos ligados à violência, tráfico de drogas e coisas que depreciavam a imagem da comunidade. A Rocinha não é só isso! A gente quis criar um ponto de referência, marcar um território na internet que tivesse o poder de contrapor aquela tendência da mídia tradicional de falar de violência, de tráfico e sempre cair naquele lugar comum. As pessoas têm muito interesse em interagir com a comunidade – enfatizou.

Depois de reunir material e informações sobre a Rocinha, o projeto cresceu. Há um ano e meio, tornou-se o primeiro portal de uma favela no Rio de Janeiro, no Brasil e no mundo. O ROCINHA.ORG tem cerca de 30 mil acessos por dia e está pleiteando um ingresso no Guiness Book. No endereço, os internautas também podem ouvir a Rádio ROC, que valoriza a cultura local. "A gente tem as músicas dos festivais, da quadrilha de São João, do cancioneiro popular, cantiga de roda, roda de viola, porque a Rocinha tem muito sertanejo", destaca Ocimar.

Pioneiro, o ROCINHA.ORG busca incentivar outros sites relacionados à favela, como o FaveladaRocinha.com, produzido por estudantes de Jornalismo moradores do local. Leandro Lima, responsável pela página, explica que a ideia de fazer um site da Rocinha partiu de um professor do curso de jornalismo. Além de levar informação aos moradores da Rocinha, a página também ajuda a inserir os jovens no mercado de trabalho: "O projeto é desenvolvido por moradores da Rocinha, estudantes de Jornalismo, que podem entrar a partir do 1º período. Então, ela pratica o Jornalismo no site, participa de todas as áreas, desde revisão de textos e fotografia até elaboração de matérias e trabalhos em campo", informa Leandro.

No início, o site atraia a visualização de turistas e pessoas curiosas em saber como é a Rocinha. Quando os moradores começaram a ver a equipe do site em campo, o FavelaDaRocinha.com ganhou a audiência local. Os próprios moradores perceberam que havia um canal que eles poderiam utilizar para se expressar.

Outro projeto que os participantes da oficina-visita irão conhecer é o Unicom, um projeto realizado por estudantes voluntários da PUC-Rio em comunidades das Zonas Sul, Norte e Oeste. Cada unidade oferece ações de acordo com a realidade local. Maria Cristina Simas é voluntária e explica que o projeto visa à integração e o fomento da formação profissional e social dos estudantes. "O objetivo é colocar os universitários dentro dessas comunidades que, para muitos deles, é um mundo diferente".

Fonte: Da Redação Rocinha.org - Divulgação
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