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Secretário sugere ao MP propor delação premiada a Nem
Beltrame afirmou que espera ansiosamente por informações de Nem, que tem conhecimento da arquitetura do tráfico e pode 'trazer a tona' outros possíveis casos de corrupção envolvendo policiais
Secretário sugere ao MP propor delação premiada a NemAntônio Francisco Bonfim Lopes, apelidado de 'Nem', dirigiu durante 10 anos o tráfico na Rocinha, a favela mais populosa do Brasil. Foto AFP

O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, defendeu ontem que a Justiça conceda o benefício da delação premiada para Antônio Bonfim Lopes, o Nem, chefe do tráfico na Rocinha preso na semana passada durante a operação de pacificação da favela da zona sul carioca.

Nem apontaria pessoas que contribuíam com o crime e teria a pena reduzida. "Seria uma oportunidade importantíssima o oferecimento de uma medida judicial para que o Nem contribua com a Justiça e com a polícia", disse Beltrame ao "Bom Dia Brasil", da TV Globo.

Por telefone, a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança esclareceu que o secretário não pretende pedir oficialmente o benefício, mas que defende a medida - os acordos de delação premiada são feito a pedido do Ministério Público.

Segundo Beltrame, há informações de que policiais colaboravam com Nem. "O que posso dizer é que tanto a subsecretaria de inteligência quanto a inteligência das polícias procuram e acompanham no sentido de prender essas pessoas", disse o secretário da Segurança.

Beltrame afirmou que espera ansiosamente por informações de Nem. "Ele tem conhecimento não só da arquitetura do tráfico, mas do assédio que ele em tese teria no que diz respeito à corrupção. Esperamos ansiosamente que ele possa nos dar qualquer tipo de dado para que a gente puxe esse novelo", diz.

Ontem, um traficante que estava foragido havia 13 dias se entregou voluntariamente, na favela da Rocinha, após pedidos da sua mãe. A atitude de Aroldo do Santos, 31, que cumpria pena em Niterói por associação ao tráfico, foi aplaudida por moradores da comunidade.

Segundo o rapaz, ele quer cumprir a pena e cuidar da família. "Eu moro aqui desde criança, sou cria da comunidade. Estou me entregando porque tenho um filho pequeno e quero cumprir logo minha dívida", disse ele. A Polícia Civil disse que já recebeu mais de 30 denúncias anônimas, mas ninguém foi preso até o momento.

Visita

A delegada Marta Rocha, chefe da Polícia Civil do Rio, e o comandante da PM, coronel Erir Ribeiro Costa Filho, visitaram a Rocinha ontem. Eles subiram pela estrada da Gávea, visitaram uma paróquia e ficaram ao menos 20 minutos no local.

Ontem, teve início pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) a implantação do programa Água para Todos, que vai beneficiar 100 mil habitantes. O Governo do Rio anunciou que R$ 100 milhões serão investidos na favela.

Fonte: Diário do Nordeste
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