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Segunda, 23 de Outubro de 2017
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Secretária do Ambiente confirma que abertura de canal no Leblon piora qualidade do mar
Representantes de moradores do bairro já haviam manifestado preocupação com o problema na Avenida Delfim Moreira
Secretária do Ambiente confirma que abertura de canal no Leblon piora qualidade do mar 

RIO - Apesar de a Rio-Águas afirmar o contrário, a secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, advertiu nesta sexta-feira que a abertura das comportas do canal da Avenida Visconde de Albuquerque - forçada pelo rompimento, na quinta, de uma tubulação que liga a galeria pluvial local ao emissário de Ipanema - piora a qualidade do mar do Leblon. Às vésperas de um fim de semana com previsão de sol, ainda não há data para a conclusão do reparo na tubulação, e o trânsito continua parcialmente interditado no cruzamento da Avenida Delfim Moreira com a Rua Jerônimo Monteiro, próximo à subida da Niemeyer.

O subsecretário da Rio-Águas, Mauro Duarte, alegou que a demora do conserto se deve à profundidade da tubulação: quatro metros abaixo do solo. Nesta sexta, além de duas retroescavadeiras, 15 homens trabalhavam no reparo.

Apesar de no canal desaguar o Rio Rainha, que recebe esgoto in natura da Favela da Rocinha, e das inúmeras ligações clandestinas frequentemente descobertas na rede pluvial, o subsecretário da Rio-Águas insistiu que a água do canal lançada no mar do Leblon é limpa. Normalmente, a tubulação que se rompeu leva a água do canal para a elevatória da Cedae, que a bombeia para o emissário submarino de Ipanema. Mas, segundo Duarte, a comunicação da água do canal com o mar não muda as condições de balneabilidade da praia.

- O mar do Leblon já não estava recomendado ao banho há duas semanas - argumentou.

AMA-Leblon: "Inventaram a despoluição a canetada"

A Cedae informou que o bombeamento da água do canal para o emissário é necessária justamente para atenuar os efeitos de possíveis ligações clandestinas de esgoto na rede pluvial. Mesmo que algumas sejam desfeitas pelos órgãos públicos, outras sempre podem surgir, lembrou o órgão. A mesma opinião tem a secretária estadual do Ambiente.

- Não deveria ter esgoto, mas a realidade não é bem assim - afirmou Marilene.

Os moradores do Leblon também veem as águas do canal com olhos bem menos otimistas que os da prefeitura. Nesta sexta, o mar estava com mau cheiro no trecho.

- O canal é um nojo, incompatível com o status do bairro. Acabaram de inventar a despoluição a canetada - ironizou Evelyn Rozensweig, presidente da AMA-Leblon, defendendo uma parceria maior entre os órgãos municipais e estaduais para resolver os problemas ambientais da cidade.

Em nota, a Rio-Águas informou que monitora a água do canal do Jardim de Alah, assegurando que é limpa. Quanto às possíveis ligações clandestinas de esgoto no canal da Visconde Albuquerque, informou que a atribuição da fiscalização é da Cedae, cabendo à prefeitura apenas a manutenção das das comportas.



Fonte: Waleska Borges e Adriana Oliveira / Foto: Ana Branco - O Globo
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