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UPMMR - União Pró-Melhoramentos dos Moradores da Rocinha
A União Pró-Melhoramentos dos Moradores da Rocinha (UPMMR), principal associação de moradores do bairro, tem uma história de lutas e conflitos, alguns dissabores, e muitas conquistas, em seus quase 50 anos de existência.

Fundada em 21 de agosto de 1961, a UPMMR teve a sua primeira sede na Rua Um e chegou a ser desativada durante o regime militar, ficando cerca de uma década sem atuação - período em que o movimento político comunitário praticamente inexistiu. Até que no final dos anos 70, com o passar dos “Anos de Chumbo”, a política comunitária efervesceu na maior favela.

A principal Associação de Moradores da Rocinha, teve em sua história embates políticos acirrados, como a disputa entre o comerciante Zé do Queijo, inimigo declarado do líder comunitário Antonio Trajano, e a professora Maria Helena (foto) no início dos anos 80. Lideranças da época afirmaram que o comerciante nordestino, que tinha fama de justiceiro, fazia constantes ameaças de morte a Trajano. Nessa disputa conturbada, a professora saiu vencedora nas urnas, mas tanto ela quanto Zé do Queijo foram assassinados, em datas e situações diferentes, mas em circunstâncias jamais esclarecidas (ver história completa).

A Rocinha chegou a ter duas associações com o mesmo nome, que chegaram a brigar na Justiça pela sigla em 1983. O impasse foi decidido numa eleição tira-teima, vencida pela chapa das mulheres, jovens criadoras do Movimento de Organização e Renovação da Associação (Mora). Aliadas da professora Maria Helena, elas criaram um movimento feminino numa época em que a política comunitária sofreu influência da socióloga Eleonora Castaño, que chegou na Rocinha por volta de 1973. Na tentativa de reativar a Associação de Moradores no final dos anos 70, Eleonora se envolveu em uma briga interna e passou a apoiar Zé do Queijo contra as mulheres. Derrotada no pleito, ela se mudou para os estados Unidos, onde faleceu em 1996, aos 55 anos.

Embora a Rocinha tivesse outras Associações de Moradores, a UPMMR sempre foi a instituição representativa da comunidade junto ao poder público, e até hoje é referência. A mobilização comunitária na Rocinha recomeçou forte a partir da luta pela água no final dos anos 70, quando a Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos) entrou com a mão-de-obra e os moradores compraram o material”. A mobilização popular por energia elétrica também foi intensa, assim como a luta pela construção da passarela, com o apoio da Pastoral das Favelas, além de um posicionamento fundamental da Paróquia Nossa senhora da Boa Viagem.

Com os assassinatos de Zé do Queijo e Maria Helena já pro final dos anos 80, a política comunitária estremeceu. O movimento feminino recuou e os homens assumiram o poder. A partir daí a Rocinha conheceu um de seus maiores líderes, Jorge Luiz do Nascimento, o Jorge Mamão, ex-policial comunitário, que foi presidente da UPMMR no triênio 91/93. Mamão, que tinha uma ligação extensa com o samba, faleceu logo após o carnaval de 2007.

Jorge Mamão que logo assumiria a região administrativa da Rocinha com o apoio de Luiz Carlos Batista, patrono do Acadêmicos da Rocinha e candidato a vereador, deixou uma sucessora, Lucreide Maria do Nascimento, que foi sua assessora na UPMMR. Após a gestão de Lucreide, outra mulher assumiu, Maria Luíza Carlos, que já tinha sido presidente da Associação de Moradores e Amigos do Bairro Barcellos (AMABB). A partir daí surgiram William de Oliveira, Claudinho da Academia, Antonio Chaolim e agora, Leonardo Rodrigues, o Léo.

A UPMMR também já teve á sua frente nesse meio século de existência, lideranças que fizeram nome na Rocinha em tempos distintos. Sr Ismael, Chico Barbeiro, Dona Silvana, Martins, Antonio Oliveira, entre outros, fazem parte da galeria dos grandes líderes comunitários da maior favela.

A Associação de Moradores da Rocinha, UPMMR, continua realizando serviços básicos para a comunidade, representando-a junto ao poder público, fiscalizando obras, emitindo documentos de compra e venda, comprovantes de residência, entre outros serviços. Hoje, sua sede principal é situada na Travessa união, nº 37 – Cidade Nova. Em virtude de obras, está funcionando provisoriamente numa sala do Nosso Shoping (Estrada da Gávea, 561 - Rocinha). Telefones para contato: 2420.4729 / 3322.8273 ou 3204.6414





Fonte: Ocimar Santos - Editor
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Postado 16/11/2011 12:24:37
Esperamos que a Rocinha receba uma verdadeira PACIFICAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS. A maior violência, é contra a CIDADANIA da pessoa! Dignidade já! #FICAADICA
O mais autêntico Blog da Rocinha. Matérias dos tempos antigos e posts do primeiro site www.rocinha.org estão na área de Blog

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